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![]() CONTÉM CENAS DE VIOLÊNCIA. NÃO RECOMENDO PARA MENORES DE 12 ANOS. Eu só gostaria de agradecer imensamente à Misstomoyo, que me ajudou no enredo, na crítica da história* e até em corrigir um erro do texto, srsrsr. Sem ela não teria sido possível fazer (e estar fazendo) isto. *ajudou nd Obrigado ao Jonasmago por me ajudar apontando erros. Capítulo 1 - Violette brincava sozinha na gélida neve que cobria todo o chão. O local estava deserto. A nevasca cessara, então seus pais permitiram que ela se divertisse um pouco naquele frio fim de tarde. A menina fazia um pequeno boneco de neve (que para ela tinha sua altura) quando soou aquela voz rouca e desanimada, com um alarme de som agudo e incômodo ao fundo. Violette, mesmo que acostumada, estava concentrada demais com seu boneco e acabou por levar um susto com aquele barulho ensurdecedor, apertando instantaneamente suas mãos enluvadas contra seu aquecedor de orelhas. Porém, ela ainda conseguia ouvir o "Voltem às suas casas até as 18 horas e não saiam até as 5 horas de amanhã. O toque de recolher se iniciará" e aquele som de rebobinar engraçado. Violette tentava fazê-lo com a língua sempre que ouvia aquela mensagem se repetindo, mas nunca conseguira um bom resultado. Obedecendo a seus pais, Violette começou a seguir o caminho de volta para sua casa, arrastando suas curtas pernas pela neve. Ela podia ver, ao longe, enquanto andava, aquela grande torre com um relógio que apontava 17:00. Não que ela entendesse muito bem aqueles ponteiros e símbolos. Ela só sabia que, ao a seta grande apontar para um certo símbolo e a seta pequena apontar para certo outro, ela teria que voltar para casa. Mas aquele alarme sempre tocava no horário, o que bastava. O único risco seria se, algum dia, ela ficasse surda por estar muito próxima daquelas caixas de som penduradas em postes espalhados por todo vilarejo. Um fraco vento iniciou-se e Violette pôs-se a acelerar o passo. O vento se intensificava, vindo em sua direção. Repentinamente, Violette foi empurrada para o lado por um vento vindo da direita e sua touca mal apertada voou longe, exibindo seus longos cabelos negros. A touca estava caída a poucos metros da menina, que correu por uns segundos e curvou o corpo para pegar o objeto que aquecia sua cabeça. Ainda com o corpo curvado, Violette começou a sentir uma sensação estranha. Estava tudo muito silencioso. O vento parara repentinamente. A menina pegou a touca e a pôs em sua cabeça, apertando fortemente dessa vez. Violette se virou para continuar pela trilha que sempre seguia. Agora ela escutava um som estranho. Parecia algo rolando ou um iceberg se quebrando. O som do vento voltara também. A menina afastou seus cabelos, que cobriam um pouco os seus olhos agora. Então ela viu: Uma quantidade o bastante de neve para assustar Violette despencava morro abaixo, indo em sua direção. Era uma pequena avalanche. Reconhecendo que não haveria tempo para ficar em choque, a menina conseguiu iniciar sua corrida na direção oposta da fumaça branca que enchia o ar. Ela corria, mas, naquela visão infinitamente branca parecia que ela estava montada em uma bicicleta ergométrica ou algo do tipo. Agora Violette desejava tanto já ser uma lyxan. Só então ela percebeu que poderia virar para um dos lados, fazendo-o. Quando já não faltava muito mais para a garota sair da direção da avalanche, Violette bateu o pé em uma pedra e caiu contra o chão. Ela levantou seu rosto que queimava de frio e, percebendo que não adiantaria mais correr, rolou o corpo para cima, tampou o rosto e fechou os olhos. A garota não chegou a sentir a neve a engolir, porque algo atingiu sua cabeça com força antes. Já era noite quando Violette acordou. Ela se perguntava sobre o que acontecera. Pensou que acabara de acordar de um pesadelo. Já que estava muito frio, tentou puxar suas cobertas, mas só sentiu algo ainda mais frio escorrendo pelas suas mãos. Só aí que ela percebeu que estava deitada na neve e que um céu escuro, sem estrela alguma, se erguia amplamente. Violette lembrou-se do acontecido e levantou o mais rapidamente possível, sem ter tempo de pensar em como teve sorte de não morrer, ter algum osso quebrado ou ter sido enterrada viva. Olhou novamente o relógio na torre, reconhecendo aquela posição de ponteiros como horário proibido, em que ela não deveria estar fora de casa. E se ela fosse pega andando por aí a essa hora... Então ela ouviu gritos. Chamavam seu nome. Violette reconheceu a voz de seu pai e de sua mãe e gritou de volta. Ela fez força para derrubar a neve que a cobria e se levantou. Avistou uma pequena luz a frente e correu em sua direção. - Papai! Mamãe! Ainda bem que vocês vieram! Eu estou com medo... - disse Violette ao se aproximar da luz. A menina abraçou as finas pernas de quem julgou ser sua mãe. Boa noite, linda garotinha. O que faz aqui fora a essa hora? - ouviu uma voz estranha e assustadora dizer. Violette olhou para cima e viu um grande sorriso ser iluminado por aquela lampião que falhava. Aquela pessoa não era sua mãe. ok, tá curtinho mas demorou TEMPOS pra fazer. dps tento criar capítulos maiores em menos tempo. e, por favor, se você perceber algum erro no texto, me diga. obg. Atualmente sem sinopse, rsrsrs. Quero escrever mais antes de deixar aqui uma sinopse, porque algo pode ser mudado. só pra ngm ficar perguntando msm. Dernière modification le 1463940660000 |
| « Citoyen » 1457312040000
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| finalmente certamente vou acompanhar =) |
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| Incrível, com certeza vou acompanhar. E também, Favoritado. |
| « Citoyen » 1457315700000
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| Nossa ;a; Achei ótimo, foi um bom início de história... sinceramente sobre erros: houve poucos, provavelmente a maioria por falta de atenção... Certeza que se você der uma relida acha todos sozinho (desculpa, eu to no celular, se tivesse no pc eu procurava certinho) Também teve alguns erros de colocação de vírgula, mas nada grave :P Acho q podia ter sido um pouco mais emocional, maaas isso é só minha opinião Enfim, ótimo texto, adorando sua escrita + intrigada com a história :3 100% acompanhando. |
| « Citoyen » 1457315760000
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| Opa OAP PAOR Vou ler Parece interessantíssimo |
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| ai eu fico com agonia com textos sem paragravos coloca alguns ai favuritado otima fic esperando cap 2 Dernière modification le 1457455800000 |
| « Citoyen » 1457457360000
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Jhonnbravo a dit : N tem como O fórum n deixa o parágrafo |
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| ok posta cap 2 gogogogo |
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| obgg gente, dsclp a demora. capítulo sai até sexta!! |
| « Citoyen » 1457626020000
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| gostei mas oque ... é uma lyxan? |
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| Capítulo 2 Capítulo 2 Violette tremia. Mais de medo do que de frio. Ela sabia o que faziam com as pessoas que não respeitavam ao toque de recolher... Ela espiara pela janela quando a orelha daquele garoto que devia ter um pouco mais de idade que ela pingava escarlate enquanto um metal rastejava-se por sua pele. Mas ela sabia que podia ser pior. Muito pior. Lentamente, ela se afastou da pessoa, cujos olhos estavam arregalados e que exibia um módico, porém assustador sorriso. Violette se virou, pondo-se a correr. Mas, antes mesmo de dar o segundo passo, ela sentiu algo rasgar o seu ombro. Algo não, várias coisas. Pareciam que pequenas garras tinham se afundado e arrastado sua pele. . Ela gritou, caindo de joelhos no chão. A garota agora observava o a neve, podendo ouvir aqueles gritos novamente, ainda mais desesperados. Pareciam ser de seus pais. Violette escutou poucos passos e pôde ver um par de botas parando a sua frente. - Eu perguntei o que faz aqui a essa hora, garotinha - A voz era definitivamente masculina, embora a garota tivesse percebido algumas feições femininas no rosto da pessoa. A garota olhou para a pessoa, cujo cabelo negro cobria um dos olhos. Era um homem, e ele ainda sorria, mas agora suas sobrancelhas pareciam tremer. Ele parecia impaciente. Então Violette começou a escutar passos se aproximando, que pareciam acompanhar os gritos desesperados. A garota abaixou a cabeça e fechou os olhos, desejando que seus pais chegassem logo. - Eu perguntei o que você faz aqui a essa hora! - gritou o homem agora, puxando a cabeça da menina para cima pelas bochechas, apertando a ponto de fazer seu maxilar doer. Ele parara de sorrir agora e, mesmo estando tão frio, sua testa parecia suada, fazendo o cabelo dele grudar na testa. Violette ainda podia ver apenas um olho do homem, o qual agora estava vermelho. Então Violette começou a chorar e berrar. O homem rapidamente puxou um pano do bolso e enfiou na boca da menina, que não o tirou em parte porque se sentia fraca e em parte porque tinha medo do que o homem faria se ela o fizesse. Então, ela foi engolindo o choro e ficou olhando pra baixo, aguardando seus pais que agora pareciam estar muito perto. E então, um dos gritos se converteu em gemido. Violette olhou para cima. Era sua mãe, que estava com uma cara aterrorizada e, do lado dela estava o pai de Violette, que exibia uma face de raiva para o homem de cabelo negro. O homem estava agora ao lado da garota, permitindo que ela pudesse ver novamente aquele sorriso sereno no canto da boca dele. - O que você fez com minha filha, seu... seu... - O pai da garota disse. - Nada demais, pra falar a verdade. É que a nossa querida, hum... - então ele olhou para a menina - Violette?, desrespeitou o toque de recolher. Assim, como, pelo visto, os senhores. - disse o homem, ainda sorridente - Ela é só uma criança! - berrou a mãe de Violette. - Bem, uma criança não devia estar passeando por aí a esta hora desacompanhada. Pra falar a verdade, nem acompanhada. É, eu sei... Os pais têm esse instinto heroico e blá, blá, blá. Mas vou dar uma chance a vocês: eu levo sua filha comigo e vocês ficam livres. Que tal? - Como ousa...? - o pai da garota disse, exibindo uma face de quem tem nojo. - Como ouso te ajudar? Bem, é que hoje eu estou com um bom coração. O pai de Violette então estendeu o lampião que carregava para a mãe da garota, que o pegou. - Eu vou no lugar dela - disse. Violette, ainda com o pano na boca, gemeu. - Não! - gritou a mãe da menina. O pai da garota ignorou as duas. Então o homem disse: - Não quero você. Adultos já catamos ao monte. Quero levar essa pequena mocinha comigo - e então ele olhou novamente para a menina -O que acha, Violette? Violette apenas apertou os olhos e olhou para baixo. Então ela ouviu um rugido, o que a fez abrir os olhos na mesma hora. O homem estava estendido no ar pelo pescoço por algo que parecia uma grossa luva branca. A garota, então, olhou para baixo e pôde ver: o que erguia o homem era um urso. eu sei que esse capítulo também não ficou muito grande, mas eu fiz de última hora e agr n tô mais no pique pra fazer, kkk. n quero me forçar a fazer, então tá aí o capítulo 2. foi meio q improviso, pq eu n tinha ideia do q eu ia fazer nessa parte aeuhhua. em compensação, demorei bem menos tempo fazendo o capítulo. espero q gostem. novamente qualquer erro só falar cmg. Dernière modification le 1463875980000 |
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lilimamuma a dit : isso vai ser revelado durante o enredo Jhonnbravo a dit : Vikavilewell a dit : cara, na vdd da sim auheuha. e valeu pelo toque. Vikavilewell a dit : n tem problema se vc disser quais os erros! Dernière modification le 1457731740000 |
| « Citoyen » 1457994660000
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| boa sorte... |
| « Citoyen » 1459020660000
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| só vou ver pq tem violencia |
| « Citoyen » 1459096800000
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| Oh my god <3 Vou ler. |
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| Capítulo 3 O tronco do homem estava sendo amassado por um urso polar de quase dois metros. E no momento seguinte, não estava mais. O homem tinha desaparecido. O pai de Violette também não estava mais lá, apenas a mãe dela, que arregalava os olhos com o queixo caído. E então a garota escutou um chiar em meio ao silêncio. O chiar aumentava rapidamente, e, de repente, um rato surgiu correndo do ombro para o rosto do urso, que rosnou e sacudiu a cabeça, fazendo o rato cair no chão. O animal saiu em disparada, mas no mesmo instante apareceram mais ratos. Eles apareciam de todos lados da escuridão da parte não iluminada pelo lampião que a mãe de Violette segurava, atacando somente o urso. Dezenas de ratos subiam pelas pernas e desciam pelos ombros do urso. O urso parecia rosnar com toda sua fúria, se agitando e se debatendo, agarrando ratos e atirando, batendo contra próprio corpo infestado de roedores. A mãe de Violette continuava com quase a mesma face, apenas com mais terror à exibição, paralisada. Violette também estava imóvel, ainda com o pano da boca, assistindo à cena. A forma do urso ia lentamente diminuindo e se transformando em um homem. O pai de Violette. Com apenas poucas partes do corpo à mostra, coberto de ratos, ele gemeu algo entre os chiados e guinchares, olhando para a garota, que entendeu como: - Corra... A visão de Violette se cristalizava enquanto ela engatinhava para trás. Então ela pôs-se a correr, sem ousar olhar pelo ombro. Então poucos passos depois de iniciar a corrida, ela caiu. Ela se sentia sem forças, e quase inconscientemente, sentindo-se tonta e sem saber direito onde estava, olhou para o chão atrás. A neve de suas pegadas estava manchada de escarlate. Violette pôs a mão no ombro e depois olhou-a. Sangue pingava de sua mão, se misturando com lágrimas que vazavam lentamente de seus olhos. Estonteada, a garota levantou-se e olhou para trás. Os ratos ainda estavam lá, agora sobre um monte bem menor e sem sinal de seu pai. A mãe de Violette estava agora de joelhos, com a mesma face. Violette gemeu pela mãe, mas ainda correndo, jorrando sangue e lágrimas pelo caminho, com a visão tonta. Ela caminhava cada vez mais lentamente, desejando que sua mãe estivesse em seu encalço - bem mais desejando do que acreditando. Após poucos minutos de caminhada, com a visão tão borrada e tremida a ponto de nem enxergar mais direito o caminho, ela avistou um poste a poucos metros de distâncias e algumas pequenas residências a frente, reconhecendo apenas por reconhecíveis borrões mal iluminados. Ela praticamente se rastejou para o poste, tocando-o em seguida com as mãos. Uma de suas mãos estava vermelha, a outra pálida. E então ela começou a tombar, joelho após joelho, braço após braço, até estar estatelada no chão, com o pano em sua boca roçando as pontas de seus lábios. Violette teve força o bastante apenas para tirar seu nariz de dentro da neve, e logo em seguida sucumbiu à escuridão. DEMOROU Dernière modification le 1463940600000 |
| « Citoyen » 1467513540000
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| AMAZING. Por favor, continue a escrever! Quero mais. <3 |
| « Citoyen » 1477166400000
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| você escreve muito bem |
| « Consul » 1479083220000
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| Trancado a pedido do criador. |