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Eliasbob
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CREEPYPASTAS



O palhaço risonho.




O palhaço risonho é um animatrônico, daqueles que podem ser encontrados em circos. Você insere uma moeda e ele começa a falar. A única coisa que ele faz é contar piadas. O palhaço não é assustador. É apenas um pouco estranho. Tem um rosto branco, normal, pintado com tinta branca para rosto. Ele também possui o tradicional narigão vermelho. Porém, sorri apenas quando alguém insere uma moeda. Enquanto não se insere uma moeda, ele permanece inativo, com feições extremamente depressivas. Ele possui um estranho cabelo amarelado, fino e grudento. Ele não possui cor nos olhos. Apenas um pequeno ponto preto como pupila, cercado por um vívido branco.

Agora devo falar um pouco sobre mim. Sou um ávido colecionador de animatrônicos. Tenho preferência pelos mais antigos, pois são os mais antigos que carregam grandes histórias. Encontrei esse palhaço em uma revista local de vendas. Eu só tinha visto apenas um animatrônico em uma revista dessas desde a primeira edição que recebi. Então, naturalmente liguei para o vendedor e falei a quantia que pagaria por ele. Não tenho problemas com dinheiro. Como sou um homem rico, os preços não me incomodavam. Ele me pediu que fosse à casa dele dentro de dois dias, ás 4 da tarde, para buscar o animatrônico. Ele não parecia ser um cara rico, e pela aparência, ele parecia ter enfrentado muitos acidentes ou brigas de rua, já que o rosto possuía várias cicatrizes.

Ele me cumprimentou, me levando para uma pequena cozinha e me oferecendo café. Eu aceitei, pois já estava me sentindo exausto as 4:13. Ele até me ofereceu o almoço, e eu já estava entretido com todas aquelas tentativas de fazer amizade. Após o café, já tínhamos nos tornado amigos, e eu já estava quase esquecendo do objetivo da minha visita. Surpreso com isso, resolvi perguntar se poderia ver o animatrônico. Tão logo as palavras saíram da minha boca, ele me encarou com descrença. Talvez ele estivesse me distraindo, esperando que eu esquecesse do animatrônico. Mas eu estava bastante ansioso para adicionar algo novo em minha coleção. Continuei perguntando educadamente, até que ele se cansou de delongar e levantou-se, se aproximando de uma porta lacrada com correntes.

Não entendi os motivos pelo uso das correntes, e também não era da minha conta. O homem parecia estra passando dos cinquenta. Eu não queria incomoda-lo perguntando a idade. Finalmente ele abriu a porta, revelando um corredor decorado com toques femininos. Já que não tinha visto nenhum outro toque feminino pela casa, presumi que a esposa daquele homem já tinha falecido. Também percebi algumas fotos de um garoto que aparentava ter treze anos, provavelmente era o neto. Agora o homem lutava para destravar outra porta lacrada com correntes. Após remover as correntes, ele gesticulou para que eu me aproximasse e destrancasse a porta, usando uma grande chave enferrujada.

Abri a porta lentamente, com uma pontada de medo do que poderia encontrar ali atrás. Abri a porta pela metade e espiei o que havia dentro do local; um palhaço animatrônico com um grande título em letras azuis e vermelhas, “PALHAÇO RISONHO”. As letras eram grandes e brilhantes. Aquela era realmente a mercadoria que eu pretendia comprar. Entrei lentamente no quarto. Os olhos do palhaço pareciam seguir meus movimentos, embora a máquina nem estivesse ligada. O homem me pediu que eu a ligasse. Ele parecia bastante nervoso. O quarto estava muito decadente, como se fizesse parte de uma casa abandonada. As cores desbotavam das paredes de madeira podres. Não havia janelas. E o ar estava impregnado com o cheiro de mofo. A podridão que tinha tomado as paredes, parecia estar se espalhando por todo o quarto.

Caminhei para trás da máquina, ouvindo o chão estalar sob meus pés. Me abaixei ao lado da máquina, temendo a qualquer momento dar de cara com uma barata. Procurei pelo cabo de energia e o encontrei coberto por uma grande camada de poeira. Procurei pela tomada e conectei o cabo, rezando para que funcionasse. Eu não costumava carregar trocados em meus bolsos, então sinalizei para o homem e ele pôs a frágil mão dentro de uma carteira e pegou algumas moedas. Inseri a moeda no local certo e os olhos robóticos do palhaço se acenderam com um brilho branco, e logo, todo o corpo ganhou vida.

“Olá! Como vai?” Ele falou em uma voz alta e eletrônica.

Fiquei muito emocionado ao ver que ele ainda funcionava, mas o homem estava bastante sério, como se estivesse triste pelo animatrônico ainda estar funcionando. Eu já estava prestes a perguntar qual era o problema com ele, quando de repente.

“Quer ouvir uma piada? Por que a galinha atravessou a estrada?”

Ele me interrompeu com essa frase, e acabei dando uma risadinha ao ouvi-lo falar.

“Para chegar ao outro lado, oras!

Ele continuou, enquanto sua boca mexia fora de sincronia com o que ele falava. Fiquei estático, percebendo que ele estava funcionando perfeitamente. Assim que os olhos do palhaço ficaram brancos, indicando que ele estava desligado, paguei ao homem o valor combinado e acrescentei um pouco mais pela hospitalidade. Ele sorriu e se despediu quando acabamos de colocar o animatrônico em minha pick-up. Peguei o caminho de volta para a minha casa, passando pelas ruas noturnas e vazias. Enquanto dirigia, em um momento pensei ter ouvido um som, como o de uma criança tentando abafar a risada. No momento fiquei assustado, mas logo me tranquilizei eu lembrar que a pick-up já não era tão nova, e carros velhos costumam produzir sons estranhos.

Cheguei em casa quase à meia noite, e enquanto descarregava o animatrônico do fundo da pick-up, percebi algo estranho. O palhaço estava em uma posição diferente da que eu o havia deixado. Antes, ele estava sorrindo e seus braços estavam para cima, como se estivesse comemorando algo. Agora, ele estava sério, quase depressivo, e seus braços estavam caídos ao lado do corpo.

Mesmo com dificuldade, consegui carrega-lo para dentro, e o coloquei em uma sala ao lado do meu quarto. Era a sala onde eu guardava a minha coleção. Eu o coloquei entre o meu stormtrooper em tamanho real e o meu T-Rex animatrônico. Fui dormir, porém, alguns momentos depois fui acordado por uma risada infantil que vinha do meu porão. Pus os meus óculos e saí do quarto. Passei pelo corredor escuro, ainda ouvindo os risos. Eu não tinha filhos, então os risos no porão me deixaram assustado. Encontrei o interruptor e liguei as luzes da escada que levava para baixo. Desci lentamente, enquanto a minha mente formulava várias possíveis criaturas que poderiam saltar da escuridão para cima de mim.

Mas nada saltou de lugar algum. No entanto, quando entrei no porão, ouvi risos e sussurros infantis espalhando-se pelo ambiente, como se tivesse alguma criança correndo por todos os cômodos. E foi a partir desse dia que passei a ter medo de palhaços, pois a única coisa fora do normal que encontrei no porão, foi o grande nariz vermelho do palhaço risonho, jogado em um canto afastado.

Após vários minutos controlando o medo e a tremedeira em minhas pernas, resolvi verificar a sala onde o palhaço risonho deveria estar. Porém, ao verificar a sala, encontrei a cabine do palhaço caída de lado, com vários pedaços de vidro partido ao redor, e ainda plugado na tomada. Mas o palhaço não estava lá dentro. Havia apenas um grande buraco no vidro. Um buraco grande o suficiente para que a coisa disfarçada de palhaço pudesse sair...


http://img4.wikia.nocookie.net/__cb20131111124630/creepypasta/images/3/34/BL8jafO.jpg




[p=]NES-Godzilla - Terra e Marte[/p=]


uando eu era uma criancinha, as duas coisas que eu mais gostava na vida eram Godzilla e os Jogos do NES. Então, naturalmente, quando Godzilla: Monstros dos monstros foi lançado, foi como um sonho tivesse se tornado realidade.

Então para melhorar, a maioria do jogo girava em torno de obter através de (repetitivos) níveis do espaço exterior enquanto destruía tanques e jatos, e então lutar contra os inimigos do Godzilla. Era tudo meio medíocre, mas eu não ligava.

Quando eu ganhei o jogo como um presente no meu décimo aniversário, eu joguei aquilo noite e dia, o máximo que pude.

Infelizmente eu troquei o jogo pelo Amagon um ano atrás, devido meu retorno quando eu lembrei do jogo que eu gostava. Recentemente, eu comprei um novo NES, e através de muitas pesquisas e perguntar para muitas pessoas, meu amigo, Billy finalmente encontrou uma cópia de Godzilla: Monstro dos Monstros.

Eu estava ansioso para jogar meu jogo de infância favorito. Nunca me ocorreu a ideia de perguntar para o Billy onde ele encontrou aquilo. Ele também me deu outros jogos como Legend of Zelda, Bomberman e uma coisa estúpida chamada Action 52, mas Godzilla tinha que vir primeiro.

Então eu iniciei o jogo e a nostalgia veio me inundando como um maremoto. A canção 8-bit preencheu perfeitamente as caixinhas de som e eu já estava sorrindo como um idiota.

Algumas pessoas riem de mim por curtir esses jogos ultrapassados, mas eu nunca tive tanta diversão com outro jogo quanto aqueles no NES. Aqueles Joguinhos 8-bit me levavam para um tempo onde as coisas era mais simples, mais... seguras. Mas depois do que aconteceu com esse jogo, Eu não tenho mais essa sensação.

Eu tinha esquecido muito rápido, a diversão que esmagar coisas como o Godzilla me proporcionava naqueles níveis.

O jogo te bombardeia com balas e coisas quebradas, em todas as direções, e você é muito grande para desviar da maioria delas. Apesar da minha felicidade ter diminuído um pouco, essa situação não durou muito até eu ter minha primeira boss battle.

Meu primeiro oponente foi Gezora, uma lula obscura, no estilo Kaiju, que nunca esteve num filme do Godzilla.

O mais irritante em lutar contra Gezora, é que ele sempre te prendia num canto e começava a te esmagar com seu tentáculo, e você ficava impossibilitado de se mover até ele te soltar. Esse movimento não dá nenhum dano, mas você ele pode te impossibilitar até o tempo esgotar e você ter de começar a luta novamente, e ele reganhar alguma vida.

É tão irritante quanto parece. E com certeza, ele era quando eu lutei com ele. Apenas por alguma razão, isso resultou no jogo travar, pois uma vez que ele começou a me esmagar, ele nunca parava.

O timer era suposto acabar a luta em quarenta segundos, mas isso durou por aproximadamente cinco minutos. Um pouco depois, os gráficos começarem à se bagunçarem, com pequenos blocos vermelhos em todo lugar.

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Foi muito estranho, mas apenas tirei o cartucho, o assoprei, e então comecei novamente. Eu não iria deixar um simples travamento ficar no meu caminho. Então comecei novamente e dessa vez derrotei Gezora e o outro boss, Moguera, sem nenhum problema.

Então, eu estava indo para o outro planeta: Marte. Eu olhei no mapa e achei algo não esperado: Onde o ícone do Varan deveria estar, havia no lugar representando o Titanossauro. Só haviam dez kaijus no jogo, e o Titanossauro não era um dele.

Ou assim eu pensava. Percebi que o Titanossauro deveria originalmente, sem dúvidas, estar no jogo, mas foi trocado com o Varan por algum motivo?

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Então, comecei a me sentir muito feliz – não por que eu estava jogando meu jogo favorito, mas sim por estar jogando um protótipo ou algo do tipo com um novo monstro! Nem preciso de dizer que, eu corri pelos níveis o mais rápido que pude para poder ver o Titanossauro em ação.

Lutei com Gezora novamente e derrotei ele antes do ataque com os tentáculos, mas dessa vez o bug começou a atacar quando ele morreu. Os destroços de Gezora não mergulharam até o chão, mas ao invés disso, ele parecia ser devorado pelo bug, e seu olho começou a aparecer por toda a tela.

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Eu sabia que esses bugs com o Gezora foram meu primeiro sinal de advertência que algo estava muito errado com esse jogo. Mas tolamente eu ignorei isso, e procedi na luta com Moguera, quem dessa vez tinha um bug dele mesmo:

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Moguera estava duas vezes do tamanho em que ele estava anteriormente, o que me chocou. Ele era também consideravelmente mais difícil de derrotar que o normal (mas na verdade nem tanto), mas quando eu derrotei ele, e ele logo morreu, outro bug aconteceu:

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Isso aconteceu tão rápido, que fui muito sortudo por tirar uma screencap disso tudo, mas o que aconteceu foi que o Moguera Gigante começou a “despedaçar” e “derreter”. Também, se você olhar no canto direito da tela, você vai perceber que parece ser um pássaro em uma gaiola. Eu ainda não tenho ideia do que isso significa.

A essa altura, eu estava prestes a lutar com o Titanossauro, e estava preocupado com que tipo de bugs iriam acontecer dessa vez. Mas para minha surpresa, Titanossauro parecia... bem. Mas todos os monstros bípedes do jogo eram da mesma altura, e o Titanossauro parecia um pouco alto. Mas o Titanossauro era maior que o Godzilla na estreia dos cinemas e eu ainda achei que isso era meio legal.

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Após essa luta muito divertida com o monstro que não era suposto estar no jogo, Eu peguei a base inimiga e prossegui, não para Júpiter como o normal, mas sim, para... “Pathos”:

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Você vai para a cama ás nove. Interessante, é um pouco cedo, mas você não parece se importar. Você se mexe por alguns minutos, antes de perceber...

Alguém está te observando, você tem certeza disso, e mesmo depois de olhar ao redor e não encontrar nada, você ainda sente medo.

Mas você continua deitado, encarando o quarto, e algum tempo depois, fecha os olhos na tentativa de dormir.

Não consegue.

Você ainda pode sentir algo encarando você.

Você puxa a coberta até a cabeça e o sentimento passa, então, você relaxa e fecha os olhos novamente, mas assim que seus olhos se fecham o sentimento retorna; você sente medo de mover a coberta e finalmente encontrar o que teme.

Você está muito assustado, mas mesmo assim remove a coberta, e enquanto você o faz, seu coração começa a acelerar. Você olha ao redor do quarto, encontrando nada novamente.

O sentimento some de vez, e você mesmo se critica por estar agindo como uma criança boba, e então, depois de um momento você vira para a parede e dorme rapidamente.

Mas deixe-me perguntar uma coisa: Você sabe quantos lugares poderiam ser feitos de esconderijo no seu quarto?


Eu sei. Milhares.



Outro pesadelo; acordei em uma piscina de suor, meu coração batia forte e minha cabeça doía de forma anormal. Vi o sol pela janela e percebi que ele havia começado a nascer há pouco tempo, fazendo com que os demônios e a escuridão da noite voltassem de onde eles tinham vindo. A sombra cobria meu quarto como se fosse uma jaula. Eu sentei, achei meu relógio no criado-mudo e coloquei no pulso.

Peguei meu rifle que estava debaixo da cama, fazendo com que uma garrafa quase vazia de uísque caísse no chão. Isso explica a dor de cabeça...

Alcancei a garrafa e a joguei no lixo um momento depois, percebendo que seja lá o que eu tenha feito na noite passada, estava esquecido a partir de agora. Comecei a polir minha arma calmamente, e a contar os segundos, acompanhando meu relógio. Isso é monótono, eu sei... Mas me acalma. É parte da minha rotina.

Minha rotina me mantém vivo.

Minha rotina me mantém são.

Coloquei a arma ao meu lado e olhei para a janela, enquanto o sol escalava as montanhas com seus raios amarelos. É uma manhã calma... Mas mesmo assim, eu não podia aproveitá-la.

Não consigo tirar a minha atenção do meu sonho; as pessoas costumam me dizer que elas não conseguem se lembrar dos sonhos delas, mas não eu. Meus sonhos ficam gravados no meu cérebro como um filme, esperando para aparecer assim que eu consigo um momento de paz.

Estava escuro e eu estava me escondendo, de que? Não sei. Mas eu sabia que estava lá, eu podia sentir seu cheiro diferenciado. Eu podia ouvir seus pesados e lentos passos. Fechei os olhos, na esperança de que isso fosse me proteger...

Consegui ouvir os passos cada vez mais próximos até que eu simplesmente não escutei mais nada, e, pensando que o pior havia passado, abri meus olhos. Na minha frente estava uma figura – uma mulher – sua face fina estava coberta com longos e molhados fios de cabelo, eu não conseguia ver os olhos dela, mas sabia que ela podia me ver.

Então eu acordei.

Não consigo me lembrar da última vez que tive um sonho agradável, merda... Não acho que em algum momento da minha vida eu tenha sonhado com algo agradável. Quando eu era mais novo, morria de medo do escuro e acordaria gritando á noite. Minha mãe ia ao meu quarto, na tentativa de me acalmar, e me dizia para focar apenas no som da sua voz.

Ela me dizia para pensar em coisas boas, e que essas coisas boas, fariam com que meus pesadelos nunca mais voltassem.

Isso nunca funcionou.

Coisas boas não vinham á minha mente tão fácil assim, então, os pesadelos sempre prevaleciam.

Mas eu não acho que isso seja uma coisa ruim... Nunca entendi o termo “bons sonhos”. Isso aumenta demais a expectativa das pessoas, e pesadelos te mantém realista, com os pés no chão, preparado antecipadamente pra qualquer coisa!

A vida pode ser terrível, mas as merdas que acontecem contigo nunca se igualariam ás que acontecem nos teus sonhos.

Pelo menos é isso que eu digo á mim mesmo.

08h24min

Eu fiz um café da manhã rápido, carne de coelho, uma porção pequena, eu sabia que isso não me sustentaria até o outro dia, então, se eu quisesse jantar, precisaria caçar outro.

Olhei para o meu relógio novamente, tentando cronometrar o dia, se eu saísse agora, ainda conseguiria cortar lenha antes do pôr do sol. Entre tentar ficar aquecido e cozinhar algo ontem, acabei não fazendo muita coisa antes do anoitecer, e se tinha alguma coisa pior do que uma noite fria nas montanhas, seria uma noite fria no escuro e com fome.

A mente começa a vaguear quando você é deixado sozinho na noite, se enche de escuridão, e de qualquer coisa que encontra, e na maioria das vezes, te mostra as coisas que você menos quer ver.

Peguei meu casaco e meu rifle e andei em direção a porta; assim que abri, pude sentir o vento congelante invadindo o lugar e meu rosto, o que me fez perceber que se eu não quisesse morrer congelado, teria que ir e voltar o mais rápido possível. Minhas antigas pegadas criaram um caminho na neve, por causa da minha última aventura na floresta. Eu as segui, pisando exatamente nas mesmas marcas do dia anterior; cada pegada esmagava a neve, fazendo com que o silencio ao meu redor, se enchesse de eco.

A floresta escondia o pequeno terreno onde minha cabine ficava; as árvores eram imensas e atrás delas, as montanhas tomavam lugar... Mas atrás das montanhas... Eu não sei. Não me importo. Esse grande pedaço cheio de neve é minha casa, meu reino.

Eu mantenho o mundo exterior longe de mim, e ele faz o mesmo. É um inexplicável pacto que continua me servindo muito bem nesses três últimos anos. Eu detesto o mundo que eu deixei para trás – todos os dias eu me via perto de pessoas que eu não conseguia aturar – era demais pra mim. Eu não me lembro exatamente quando percebi que não aguentava mais, mas um dia, eu simplesmente soube, e eu tive que sair enquanto pude... Enquanto havia algum resquício de sanidade em mim.

12h31min

Olhei pro meu relógio e depois para o sol, em meio ao emaranhado dos galhos. Estou nessa trilha de merda há três horas, seguindo-a incansavelmente por esse labirinto de árvores. Toda vez que consigo uma boa mira, o bastardo resolve se mexer! Eu o segui até o penhasco, e me escondi atrás de uma árvore caída; apoiando meu cotovelo em um galho, sujo e molhado, esperando que ele em algum momento cansasse de correr e me desse uma trégua dessa perseguição.

Já estou aqui há algum tempo, mas caça exige isso. Calma. Muita calma. Porém, estou acostumado. Quando você tem uma vida como a minha, paciência é uma grande parte dos seus dias. Amanhã talvez eu resolva caminhar e passar na casa do Harry com uma lista de coisas que estão faltando aqui, e talvez eu até construa algumas armadilhas. Faria a caça ser muito mais fácil, e eu poderia usar o tempo livre para me ocupar de outras maneiras... Mas, eu nunca me importei com o fato de ter que caçar; tenho certa satisfação em cozinhar um animal que eu mesmo cacei, só esse pensamento faz meu estômago roncar.

Pelo menos ele parou de se mexer, tento mirar no seu pequeno e gordo corpo, quando vejo algo no canto dos meus olhos. Por baixo da camada grossa de neve, vi algo borrado, que me lembrava uma sombra, se mexendo calmamente. Eu andei por essas florestas vezes suficiente pra saber que ninguém mais mora por aqui, então, o que é aquilo? Tentei me convencer de que era um tronco, mas, se mexia demais; Era algo vivo.

Meus olhos encararam a frente novamente, o coelho havia desaparecido. Eu me distraí por um momento e agora ele havia sumido! Soquei o tronco no qual estava apoiado, machucando um pouco a mão.

NÃO.

Não posso deixar isso me atingir assim, eu demoro muito pra me acalmar depois que me aborreço. Se eu ficar com raiva, nunca mais conseguirei focar novamente e não poderei pegar esse merdinha. Caminhei até o lugar que ele estava e tentei achar as pegadas que ele provavelmente havia deixado e a sombra abaixo do gelo se mexeu novamente.

Eu podia ver claramente, era uma grande silhueta, praticamente dançando embaixo do gelo. Abaixei a arma e me aproximei, percebendo que a forma era praticamente... Humana. Tentei enxergar pelo gelo, mas não havia onde eu pudesse ver, a camada era muito grossa. Nada sobreviveria ali; coloquei um pouco do meu peso sobre o gelo, estava sólido, talvez estivesse seguro e eu pudesse andar em cima. Passo a passo eu comecei a me aproximar da figura que certamente era humana.

Isso é impossível... Como chegou lá embaixo? Como está vivo?

Fiquei de joelhos e tirei o excesso de neve que descansava ali, uma mão estava pressionada do outro lado. Uma fina e frágil mão. A mão de uma mulher; ela tinha uma marca de anel, e a julgar pelo dedo, presumi que era de uma aliança. Coloquei minha mão no gelo para encontrar a dela, pensando em um jeito de conseguir tirá-la dali. Olhei ao redor e não achei nenhuma pedra pra quebrar o gelo.

Levantei por um momento e depois que percebi, estava abaixo do gelo, sentindo a água fria tocando-me.

A temperatura estava tão fria que queimou minha pele no primeiro toque, meu corpo inteiro simplesmente parou e eu comecei a afundar, mas não demorou muito até que minha mente percebesse o que havia acontecido e foi nesse momento que meus braços involuntariamente começaram a se mexer, tentando me colocar pra cima.

De alguma forma eu alcancei o topo, me apoiei no gelo que ainda estava lá e coloquei todo meu peso nos cotovelos, numa tentativa de sair de uma vez dali. O vento gelado parecia sol de verão comparado com a água que eu havia nadado segundos atrás.

Eu deitei parado, depois de finalmente conseguir sair, e encarei o céu, tentando respirar calmamente. Minha cabeça ainda girava e meu cérebro ainda parecia congelado, como se ainda estivesse imerso naquelas águas.

A mulher. O que aconteceu com ela? Levantei e olhei para o buraco onde havia caído, ela não estava mais lá. Ótimo. Isso é exatamente o que eu precisava. Sem comida e agora essa mulher desaparece.

Levantei novamente, temendo que o gelo fosse quebrar mais uma vez e comecei a andar em direção a minha cabana, e pude, imediatamente, sentir a diferença assim que pisei em um chão realmente sólido, mesmo estando com as botas encharcadas. Eu precisava tirar as roupas antes que eu ficasse doente ou tivesse hipotermia.

Eu quase tive hipotermia quando me mudei pra cá, e não é o tipo de experiência que eu gostaria de ter novamente.

Peguei minha arma e comecei a andar em direção ás minhas próprias pegadas, seguindo-as de volta pra casa. Aquele maldito coelho. O odeio por me trazer até aqui. Amanhã, eu vou matar aquele merdinha e vou ter a refeição mais satisfatória da minha vida.

Não consegui parar de pensar na mulher enquanto eu andava pelas árvores, eu tentei me convencer de que minha frustração e fome fizeram com que eu tivesse uma ilusão. Fizeram-me ver coisas que não estavam lá. Mas algo sobre ela parecia conhecido; aquela mão, aqueles dedos e aquela marca anel. Tão estranho, mas ao mesmo tempo, tão familiar.

16h15min

De alguma forma eu cheguei em casa, realmente não sei como consegui. Depois de meia hora caminhando na neve, comecei a parar repetidamente por cansaço. Queria deitar lá, e esperar que o frio me consumisse.

Mas algo sobre morrer ali parecia estranho; como se eu tivesse desistido. Eu não queria morrer desse jeito.

Em uma época da sua vida, a morte é algo que você não conhece. É algo que você sabe que existe, e que você imagina que pode acontecer, mas ainda é só fantasia. Algo que ainda está fora de alcance, que não aconteceria tão cedo com você.

E então, ela simplesmente chega. E é como uma visita inoportuna que se recusa á sair da sua casa. Infiltra-se na sua pele. Você não pode vê-la, mas sabe que ela está lá, pelo resto da sua vida, mesmo que o resto seja curto, ela espera pacientemente até que consiga te alcançar de todas as maneiras possíveis.

Coloquei minha arma embaixo da cama e minhas roupas molhadas próximo á lareira; ainda estava queimando, mas eu sabia que não ia durar muito. Também não estava me aquecendo como eu queria, mas eu sabia que as roupas iriam secar.

Sentei-me e observei o fogo, e lentamente, o frio começou a passar. No começo, a mudança brusca de temperatura me incomodou, mas eu ignorei e logo a temperatura voltou ao normal e o incomodo passou.

Depois de estar quase completamente seco, sai de casa e observei o céu. Eu tinha pelo menos uma ou duas horas até o pôr do sol, então, andei até o outro lado da cabine e peguei meu machado.

Mesmo que cortar lenha seja uma atividade cansativa, é o tipo de cansaço que eu aprecio. Quando eu fico tenso por causa de um dia ruim, eu uso isso para descontrair; e hoje foi um péssimo dia.

É bom sentir a madeira do machado em minhas mãos.

Aproximei o machado da minha cabeça e com um só movimento cortei a lenha, partindo-a em duas.

Tão satisfatório.

18h02min

Uísque me aqueceu de um jeito que só o álcool conseguiria fazer, o sol já se pôs e minha casa está cheia de luz laranja florescente. Observei a lareira, enquanto o fogo devorava as toras que eu havia cortado. As chamas ficavam cada vez mais fortes assim que a lenha ficava mais fraca, e, eventualmente, tudo que vai restar é cinza; tanto da lenha quanto das chamas.

Tomei mais um gole do uísque e sorri enquanto a ideia de ciclo infinito pairava na minha cabeça. Eu geralmente tento economizar minhas bebidas para ocasiões importantes (Por exemplo: quando eu posso apreciar propriamente uma boa comida); mas eu tive um dia longo e eu simplesmente não me importo. Continuo enchendo minha boca com o líquido e depois engolindo, sinto minha garganta queimar como o inferno enquanto desce, porém logo a sensação passa.

Está tarde.

A garrafa está praticamente vazia, eu provavelmente deveria ter parado há algum tempo atrás, mas eu não me importei. Eu merecia um trato depois da merda de dia que tive. É possível até dizer que eu esteja curado; eu ainda me lembro de quando eu costumava beber desse jeito na cidade, depois de uma semana longa de trabalho, os Sábados eram os dias que eu passava com a cara enfiada em algum bar com copos e mais copos de uísque nas mãos.

Os bares eram barulhentos e as pessoas eram chatas, mas eu podia ficar bêbado sem ter ninguém pra me notar, e de alguma forma, eu conseguia chegar em casa – derrubando algumas coisas no caminho – e logo depois, parando na cama.

Tudo parecia se mover enquanto eu levantava e começava a andar em direção á cozinha, eu tento me apoiar na mesa e dizer para mim mesmo que preciso parar, e que se eu não parar, eu vou vomitar.

Apoiei-me na pia e liguei a torneira, aproximando meu rosto da água fria que me acalmou e a fez a tontura diminuir gradativamente.

Parei por um momento e observei a janela. Por que eu decidi vir morar aqui sozinho? Eu sei que tudo que eu preciso é á mim mesmo, mas ás vezes, eu fico um pouco solitário.

As nuvens estavam pesadas em volta da lua, fazendo com que a cabine fosse a única fonte de luz. Foquei na escuridão e senti o pavor tomar conta de mim subitamente. Tem alguma coisa lá fora, e apesar de logo de cara achar que estava vendo coisas, comecei a vê-la se mover novamente, vindo em direção á cabine.

Pressionei meu nariz contra o vidro da janela e disse á mim mesmo que era apenas um lobo ou algo do tipo, mas a forma era humana.

Uma mulher estava parada lá fora. Seu cabelo era longo e cobria parte do seu rosto, e ela usava uma longa e branca camisola, completamente molhada;

Ela era a mulher que estava sob o gelo.

Ela não se movia mais, apenas ficou parada ali, olhando para os próprios pés. Meus olhos foram atraídos pela mão esquerda dela, não pude deixar de lembrar daquela mesma mão apoiada no gelo mais cedo. Pálida, magra e... A marca do anel.

Olhei para o rosto dela novamente e agora ela estava me encarando de volta. Seu olhar atravessava os fios rebeldes de cabelo e chegavam diretamente á mim; eu não sabia o que estava sentindo, mas sabia que nunca havia sentido aquilo na minha vida.

Por um momento, balancei os braços, esperando que ela se assustasse e fosse embora ou simplesmente olhasse para outro lugar, mas ela não o fez.

Eu não podia aguentar mais aquilo. Saí da cozinha rapidamente, passei pela sala e entrei no quarto. Eu só precisava de algumas horas de sono, amanhã isso vai embora e eu posso voltar a fazer as coisas normalmente.

Minha cabeça doía, e o quarto parecia girar ao meu redor; olhei para a minha cama, e numa tentativa falha de deitar, acabei caindo de mau jeito e batendo minha cabeça no chão. A dor me atingiu rapidamente, o que me fez grunhir e abrir meus olhos, tentando focar em algo novamente.

Debaixo da minha cama havia vários papéis com recados do Harry. O efeito da minha queda começou a passar e eu vi as palavras “polícia” e “suspeito” em um deles. Que merda é essa?

Agarrei o papel e comecei a desamassá-lo, logo de primeira não consegui ler, mas depois de esfregar os olhos algumas vezes e com muito esforço consegui entender.

Espero que você esteja bem. A polícia me fez algumas perguntas e eles suspeitaram de algo por um tempo, mas eu acho que estamos livres disso agora. Não precisa mais se preocupar, eles não vão te achar aí. Espero que esses suprimentos durem até o mês que vem.
- Harry

Polícia? Do que ele está falando?

Abri outro recado.

Achei que você fosse me responder, está tudo bem? Estou preocupado. Depois do que aconteceu, espero que você esteja bem aí sozinho.
- Harry

Minha cabeça começou a rodar novamente. Do que ele estava falando? Depois de que? Por que ele estaria preocupado? O que está acontecendo?

Agarrei outro papel e comecei a ler.

Realmente queria que você me respondesse. Não sei como você está se saindo sozinho aí, talvez eu pudesse te fazer companhia se você precisar. Eu só estou preocupado com o que você pode estar fazendo a si mesmo. Desculpe-me por trazer isso á tona, mas, um cara não pode simplesmente afogar sua mulher e fugir como se nada tivesse acontecido. Sério, você pode falar comigo sobre isso, por favor, deixe-me saber como você está!

Do que ele estava falando? Isso só pode ser algum tipo de brincadeira.

Joguei os papéis embaixo da cama novamente.

Eu nunca havia me casado e com certeza não tinha matado ninguém.

Também não estava me escondendo. Estou aqui porque quero estar, eu preciso estar isolado. Não preciso? Estou tão confuso, eu passei por muita coisa hoje, não posso lidar com isso agora.

Olho para as minhas mãos, meus dedos estão tremendo; e então, eu ajoelhei.

Eu não poderia matar alguém, poderia?

Olhei para a minha mão esquerda.

O que está errado comigo? Como nunca notei isso antes?

Uma marca de aliança descansava no meu dedo anelar.

Senti como se alguém tivesse batido na minha cabeça, meus pensamentos começaram a se organizar lentamente.

Samantha.

Meu chefe me irritou no trabalho, cheguei em casa agitado e bêbado. Só queria ficar sozinho e beber! E ela sabia disso, mas ela gritava. Ela gritava porque eu ia bêbado pra casa todos os dias, nós brigamos, eu gritei. Nós jogamos coisas um no outro, e eventualmente, ela disse que não podia mais ficar comigo e foi ao banheiro para se acalmar.

Mas eu não estava calmo, eu precisava dizer exatamente o que eu achava sobre ela e as merdas que ela fazia. Como ela pode sair andando daquele jeito? Como se nada tivesse acontecido, como se nós não fôssemos nada um para o outro? Como se eu não valesse o tempo dela?

Foi aí que ela começou a murmurar.

Afundei meu rosto em minhas mãos e minhas lágrimas alcançaram o chão; ouvi passos na sala ao lado. Era ela. Por que ela simplesmente não me deixa só? Tudo que eu quero é ficar sozinho!

As chamas já não estão mais fortes e a luz não alcança mais meu quarto, e eu ainda estava sentado no chão. Conseguia ouvir os passos chegando cada vez mais perto, e ela continuava a murmurar. Eu não aguentava mais isso!

Comecei a ir em direção ao canto do quarto, perto do meu guarda-roupa.

Deixe-me sozinho, por favor. Por favor.

Meu coração batia fortemente e meus dedos tremiam como nunca antes.

Fechei os olhos.

Por favor, vá embora. Por favor! Você não é real, você está morta, eu te matei, eu matei você! Apenas vá! Deixe-me viver, deixe-me esquecer.

...

Tudo está calmo. Será que ela foi embora?

Abri meus olhos e ela estava a centímetros de distancia do meu rosto. Tentei gritar, mas não consegui. O cabelo longo ainda cobria seu rosto, se arrastando no chão entre nós. Os olhos dela estavam fixos nos meus; meus olhos começaram a pesar e eu deitei no chão. Tudo começa a passar por mim, exceto ela. Ela ficou lá, parada, me encarando.

E então, tudo ficou escuro.

06h52min


Outro pesadelo; acordei em uma piscina de suor, meu coração batia forte e minha cabeça doía de forma anormal. Vi o sol pela janela e percebi que ele havia começado a nascer há pouco tempo, fazendo com que os demônios e a escuridão da noite voltassem de onde eles tinham vindo. A sombra cobria meu quarto como se fosse uma jaula. Eu sentei, achei meu relógio no criado-mudo e coloquei no pulso.

Peguei meu rifle que estava debaixo da cama, fazendo com que uma garrafa quase vazia de uísque caísse no chão. Isso explica a dor de cabeça...

Alcancei a garrafa e a joguei no lixo um momento depois, percebendo que seja lá o que eu tenha feito na noite passada, estava esquecido a partir de agora. Comecei a polir minha arma calmamente, e a contar os segundos, acompanhando meu relógio. Isso é monótono, eu sei... Mas me acalma. É parte da minha rotina.

Minha rotina me mantém vivo.

Minha rotina me mantém são.



Câmaras de pedra


A oeste da Nova Inglaterra e leste das florestas de Nova York, existem milhares de enigmáticas construções conhecidas como Câmaras de Pedra. Atraindo pouca atenção dos estudiosos, essas onipresentes estruturas parecem fazer parte da paisagem por pelo menos desde as primeiras presenças humanas na região. Apesar de apontadas pelos historiadores locais como armazéns feitos por antigos colonizadores, nunca houve qualquer evidência que aponte quem realmente as construiu, quando e por qual motivo.

Nenhuma tribo americana anunciou-se como proprietários das construções, e nenhum dado existe para comprovar qualquer especulação feita por pesquisadores que tentam comprovar suas origens. Sem artefatos, rabiscos, sem sinal de habitação, nada além de uma construção uniforme e a precisão denuncia a sua natureza artificial.

Uma pequena quantidade de lendas e curiosidades se espalharam sobre as construções em uma tentativa de preencher o vácuo de informações convincentes:


Em Maio de 1988, Frank Muelin e seu filho passaram um final de semana pescando e acampando em Fahnestock State, NY. Na segunda noite de acampamento, os dois decidiram montar a barraca próximo a uma das construções.

Quando o Sr. Muelin acordou na manhã seguinte, seu filho, Terrance, havia desaparecido. Ele passou horas o procurando sozinho antes de finalmente contatar as autoridades. Nenhum sinal do garoto foi encontrado na área.

A única evidência descoberta deixou a polícia local desconcertada. Dentro da câmara havia uma trilha de pegadas pertencentes ao filho do Sr. Muelin. Porém, parecia que o garoto havia entrado até a metade da câmara, pois as pegadas acabavam de repente.

O que perturbou os investigadores não foi apenas o fato das pegadas não retornarem para fora da câmara, mas as grandes marcas não identificadas que ligavam o fundo da câmara para as últimas pegadas de Terrance. Uma das marcas cobria completamente o último passo do garoto. As estranhas “pegadas” nunca foram identificadas e nenhuma explicação convincente foi dada para elas. Terrance Muelin continua desaparecido.


Muitas cidades tornaram como ato ilegal a destruição ou modificação dessas câmaras. Essas leis nunca pareceram simples medidas de preservação histórica. Muitas foram mencionadas em livros, geralmente explicando que tais leis garantiam a segurança da população contra os “perigos de fora”.


Muitas pessoas já reportaram vertigem e desorientação ao passar um longo período dentro das câmaras. Alguns dizem sentir “olhos os observando” quando se afastavam da entrada.


Uma lenda originária da região próxima ao Lago Champlain, conta sobre uma mulher que usou uma das construções dentro de sua propriedade como depósito de comidas enlatadas. Em uma manhã de verão, quando ela saiu para pegar uma lata de geleia, percebeu que não conseguia sair da câmara onde havia entrado. Alguma força invisível bloqueava o seu caminho. Ela entrou em pânico e desmaiou. Quando ela acordou, percebeu que já poderia sair. Lá fora, a neve cobria o solo e sua casa havia desaparecido. E as árvores pareciam mais longas que o normal.

Quando ela desceu por um caminho arborizado, onde deveria estar a sua rua, ela viu dúzias de câmaras de pedra alinhadas no caminho. De dentro delas vinham terríveis sons de rangidos. Assustada, ela correu de volta para a câmara onde havia acordado e ficou encolhida em um canto, até desmaiar de exaustão. Ela foi encontrada pelo marido após um longo tempo. Ela perguntou por quanto tempo esteve desaparecida. Ele explicou, aliviado e confuso, que ela esteve desaparecida por dois anos, e ele planejava destruir a câmara, pois ela o lembrava de seu desaparecimento.


Nenhuma cópia do único texto sério já escrito sobre as câmaras, “Uma Análise das Câmaras de Pedra da Nova Inglaterra”, existe hoje. Apenas menções em algumas matérias históricas e uma única página em um jornal de Massachusetts foi tudo o que sobrou. Escrito por um autor anônimo em 1919, o texto “Uma Análise das Câmaras de Pedra da Nova Inglaterra” descrevia propriedades matemáticas e físicas expressas na arquitetura das câmaras, relacionadas ao “Éter”.

O final do texto, indica que as câmaras servem como “condutores” para a “energia éter” e poderiam ser utilizadas para ver “o outro lado”. Aparentemente esta foi a razão pela imagem negativa que os meios acadêmicos atribuíram ao texto, já que na época as teorias de Einstein é que estava na populares.


A palavra “retorno” é sempre associada ás câmaras, embora a origem dessa associação seja desconhecida.
Apesar das estranhas histórias acerca das Câmaras de Pedra, aqueles que vivem próximos a elas por gerações, parecem ignora-las. Quando perguntados sobre as câmaras, os locais sempre desmentiram as histórias, tratando-as como superstições sem sentido.

Porém, será sempre difícil encontrar alguém disposto a passar uma noite dentro de uma dessas câmaras.

http://img2.wikia.nocookie.net/__cb20130725031955/creepypasta/images/4/4d/Glacial_Park_Kettlehole_site.jpg




O cinegrafista


Nós três sentíamos que o paranormal era uma coisa que estava além. Gostamos de nos ver como pessoas inteligentes, e quando entravamos em discussões sobre o assunto, nos sentíamos invencíveis.

Recentemente, Martin insistiu que deveríamos fuçar o notebook do irmão obeso dele, cheios de documentos e pastas ocultas (e quando ele prometeu algo relacionado á “melhor baseado”), nós três resolvemos nos encontrar com ele no porão da casa de Jon.

Depois de algumas tragadas nós tentamos nos focar no monitor do notebook, clicando em coisas nomeadas de “Demônios”, “Rituais”, “Como fazer rituais”, “Pragas” e “Sonhar acordado”.

Cada pasta era lotada de fotos de figuras pálidas com caras borradas e triangulares e dedos parecidos com asas. Havia também alguns textos e comentários, alguns continham outro tipo de linguagem e símbolos, incluindo símbolos usados em rituais de sacrifício.

Aquilo era bem interessante para três adolescentes chapados.

Nós achamos alguns projetos em uma das pastas, nomeada de “Evocação”; tinha um monte de figuras nela, e diagramas, que diziam chamar coisas diretamente do inferno, ou outras dimensões.

Pelo menos foi isso que eu deduzi quando li “outros”.

Depois de vários minutos rindo nós decidimos escolher um deles e tentar fazer.

O diagrama não exigia muitas coisas; precisaríamos apenas de incensos e algumas palavras ditas, todas em uma linguagem que nenhum de nós havia escutado antes. A entidade que o diagrama descrevia na imagem vivia “sob a parede” (o que não foi muito fácil de ler, pois havia rabiscos vermelhos na foto, e por cima das letras).

Tinha uma explicação de como lidar com a entidade, seus poderes, e algumas histórias sobre as vidas que ela já havia destruído (incluindo uma bem assustadora sobre uma menina que foi encontrada com os órgãos retirados, e outra sobre figuras sem olhos vagando pelo lugar da evocação). A coisa era curiosa, mas impaciente. Gostava de stalkear humanos, analisar, tudo isso antes de ficar mais maliciosa e começar a realmente nos perseguir, experimentar conosco, e até mesmo nos influenciar a fazer coisas para saber aonde chegaríamos.

Nós preparamos tudo e Jon se voluntariou pra ler as palavras, e deixe-me dizer, assistir Jon enquanto ele dizia aquela linguagem estranha foi o ponto alto da noite até o momento. Nós rimos durante todo o processo; Jon tropeçava nas palavras e outras foram completamente ignoradas por causa da risada do mesmo. Até quando o Martin ficou pedindo para que nós ficássemos quietos, as palavras de Jon nos fariam rir de novo.

Foi nesse momento que decidi pegar minha câmera; era uma tradição nossa filmar as sessões do porão, (e quem sabe um dia Jon pudesse concorrer ao Oscar).

Nós meio que ignoramos o notebook assim que comecei a filmar; estávamos ficando entediados e Jon não conseguia pronunciar mais nenhuma palavra. Eventualmente, nós começamos a filmar as paredes e ao redor do porão, falando com a entidade diretamente, meio que fazendo aquela rotação que tinha no The 70’s Show, sabe?

Nós dizíamos algo “inteligente”, “relevante”, ou “engraçado” e então passaríamos a câmera para o próximo. Era interessante documentar as coisas desse jeito, e as risadas no dia seguinte já estariam garantidas...

A noite passou rápido demais depois disso. Eu me lembro de ligar a TV e em algum momento Martin e eu pegamos o notebook e subimos a escada novamente, nem percebemos quando Jon dormiu no sofá...


Na manhã seguinte achei meu celular cheio de ligações e mensagens, todas de Jon. A maioria delas dizia “Traz sua bunda pra cá agora,” e as mensagens de voz, que eu não esperava que fossem diferentes, foram. Uma grande parte estava interrompida ou com chiado, e se por algum momento pensei que ele estivesse chapado, não pensava mais.

Ele dizia: “achei lá embaixo... diversão, você sabe, era pra ser... eu só achei que... eu achei... na câmera... para ver... você precisa ver... era pra ser engraçado... apenas aqui... venha aqui...” Ele soava estranho, praticamente sem vida e fraco, e isso foi algo que fez com que eu me alarmasse.

Então fui atrás do Martin, que também havia recebido várias mensagens de Jon e depois de algum tempo, resolvemos ir até a casa dele.

Nós o encontramos no andar de cima, na sala de TV. Eu esqueci minha câmera lá e ele resolveu olhar o que nós tínhamos gravado, pausando e vendo novamente, parando aqui e ali para olhar mais atentamente. Martin e eu entramos no quarto e sentamos próximo a ele no sofá, não queríamos interromper.

A filmagem estava aberta em uma parte que eu lembrava perfeitamente, e eu assisti enquanto Jon falava as palavras do ritual. Vindo da boca dele, elas pareciam completamente falsas e inventadas, como poemas de outros países. No vídeo, nós estávamos rindo e os sons das nossas risadas abafadas enchiam o quarto. Eu olhei para Martin e depois para Jon.

O quão chapado Jon estava e o quão risonho Martin estava... A sensação de que eu estava vendo algo que não lembrava de ter gravado me atingiu, e me fez pensar que isso era provavelmente algo perdido de ontem á noite.

Eu finalmente perguntei á Jon o que havia acontecido, por que ele havia nos ligado, e quis saber o motivo pelo qual ele parecia tão cansado, e ele me deu uma resposta fria: “Continue assistindo”.

E nós continuamos.

A noite se passava na TV, fazendo-me lembrar de coisas que eu havia esquecido mesmo depois de tão pouco tempo. Chegou um momento em que começamos a falar com a câmera e passar para o próximo, Jon nos encarava como se estivesse pronto para nos estapear a qualquer momento, então, eu não me atrevi a tirar os olhos da TV ou perguntar o que nós estávamos procurando.

Finalmente, no vídeo, o momento de passar a câmera se foi e outro começou, e foi aí que Jon deu pause.

“Viu? Viu? E aí?” Jon disse, alternando o olhar entre mim e Martin, quase acusadamente enquanto nós dois encarávamos a TV.

Por um momento olhei para Martin e ele fez que “não” com a cabeça, na TV, nós estávamos todos sentados no sofá de Jon, ouvindo música alta e balançando as cabeças loucamente, obviamente chapados e ignorando a câmera.

Eu encarei a imagem por alguns segundos sem entender, mas quando percebi, me atingiu como um trem. Eu soube o porquê de Jon ter nos chamado, e me fez ficar enjoado.

Jon disse antes que eu pudesse falar algo: “Quem diabos está segurando a câmera?”



Ladrão de sonhos.


Sabe aqueles sonhos tão reais, tão vívidos que chegam a assustar? Mas quando você acorda, tenta lembrar-se deles e simplesmente não consegue? A realidade é que ELE não quer que você lembre. Ele não tem nome, mas gosto de chama-lo “Ladrão de sonhos”.

À noite quando você finalmente consegue dormir é quando ele vem. Ele espera até você entrar em sono profundo e então ele invade seus sonhos. Quando ele entra no sonho ele gosta de um pouco de diversão, ele gosta de ferrar com sua mente, ele muda seus sonhos e quando digo ‘muda’ quero dizer que ele pode transformar a sua caminhada em uma praia ao pôr do sol em um show no circo dos horrores. Um pesadelo do qual você não pode escapar.

Ele faz você sonhar com o que ele quiser. Quando ele entra em sua cabeça ele toma o controle e garante que no fim você não lembrará nada. Ele limpa a sua mente sem deixar vestígios. Às vezes quando você acorda pela manhã pode conseguir vê-lo rapidamente antes dele apagar a sua memória e levar seus sonhos.

Antes de dormir hoje a noite arrume uma câmera e a deixe bem escondida por que se ele encontra-la você vai se dar mal. Ele não gosta de mostrar o rosto. Eu consegui vê-lo uma vez, e mesmo sendo em vídeo desejava não tê-lo visto.

Ele é careca, tem cicatrizes pelo rosto e não tem o olho direito, no lugar há apenas um profundo buraco negro. Porém, a coisa mais perceptível nele era a cabeça curvada para trás, com costuras ligando ao pescoço, costuras que parecem ter sido feitas por ele mesmo.

Eu tenho um aviso

Não olhe para o único olho dele. Se você encarar o único olho dele, mesmo através de um vídeo, na próxima vez que você acordar ele não terá roubado apenas os seus sonhos. Não faça igual a mim. Ele me tirou algo muito importante. Agora tenho que encarar o mundo pela metade.

http://3.bp.blogspot.com/-NwB2CZIp2hs/UpAAPGsj1pI/AAAAAAAAAZk/e9ZOQuq0Ex4/s1600/Dreamstealer.jpg



DESENHOS



Clarêncio


Olá, me chamo Richard Winery, Provavelmente você não me conhece, sou um grande amigo dos criadores de Clarêncio o Otimista, eu ajudava nos episódios e nos estudios falei com a equipe falando que meu primo de apenas 9 anos fez uma animação de clarêncio o otimista e gravou num pendrive pedindo para que eles transformassem em um episódio,


Nós colocamos o pendrive e escolhemos a pequena animação , demorou um bocado para abrir apesar dos pcs terem boa memória, oque me assustou foi que continha 15 minutos de episódio, mais que o normal para uma animação, mas não liguei e vi, a abertura começou normalmente, só que com o desenho meio ruim já que era uma Fã-Animação.


O Nome do episódio era: Anti-Friend, traduzido: Anti-Amigo achamos estranhos um desenho inocente ter aquele nome, o episódio começava assim: Clarêncio , Jeff e Sumô estavam na sala de aula quando a professora com um visual diferente, sem óculos e loira diz que eles tem um novo amigo na sala, Clarêncio fica empolgado, Jeff também, mas sumô quando vê o garoto chamado de: Vinni notou ele meio estranho, ele usava um Chapéu de urso, roupas totalmente brancas com o simbolo: Hospicio, A Professora também estranhou mas os outros alunos idiotas nem ligaram,


Jeff e Clarêncio tentam fazer amizade com Vinni, ele reage de uma forma diferente. Tentando bater no clarêncio, mas logo depois disso eles se tornam amigos. a Cena cortou para Sumô, só que passou muito rápido , resolvemos passar frame por frame, aonde mostraria Sumô esfaqueando Clarêncio com roupa de hospicio também, e a animação simplismente acabou. os chefes ficaram desapontados comigos, mas não me demitiram , na hora da saída fui na casa do meu primo fui ao seu quarto e só tinha seu corpo esquartejado dizendo:


"Você é o próximo

By: Sumô, Vinni"



Mônica - O Fim


Eu devia ter mais ou menos uns dez anos e estava sozinho em casa, como qualquer criança eu tinha medo de ficar sozinho em casa, principalmente em dias chuvosos.

Os sons pregavam peças nos meus ouvidos e por me sentir sozinho e desprotegido eu via vultos em cada canto (exatamente como qualquer outra criança faz quando não tem adultos por perto em uma noite escura)

Meus pais tinham ido para um restaurante e decidiram que eu já era grande o suficiente para ficar sozinho, eu sabia que eles não voltariam por pelo menos algumas horas.

Determinado a mostrar que eu já era adulto o bastante pra poder ficar em casa sem supervisão eu decidi assistir o Cartoon Network para ver se assistir desenhos iria acalmar meus nervos, o sinal estava ruim devido à chuva.

O sinal voltou mas não por completo, varias vezes a imagem se transformava em estática ou uma cena congelava enquanto o som continuava a tocar, começou a passar a Turma da Mônica, era um dos meus desenhos preferidos.

A abertura tocou entre estática e aberrações cromáticas, até que apareceu o nome do episódio O Fim.

Não me lembrava de ter visto um episódio com esse nome e fiquei chateado por não poder assisti-lo direito devido a chuva.

Quando ele começou a passar reconheci uma das cenas.

Era aquele episódio em que o Cebolinha e o Cascão usam Ketchup para fingir que estão mortos.

O Cebolinha e o Cascão estavam tirando sarro da Mônica como sempre, a cena com a reação da mônica pulou algumas vezes e congelou traçando riscos pela televisão de tubo.

O som continuou a seguir mas não era possível entender o que a mônica falava, eu me inclinei no sofá me esforçando para ouvir melhor quando o barulho da estática veio no ultimo volume como se fosse um grito, o som da estática e a chuva lá fora se fundiram em um só. O episódio prosseguiu com alguns defeitos na imagem mas sem travar tanto.

O barulho da estática me trazia um calafrio estranho, eu tinha sensação de estar na presença de alguma coisa. Alguma coisa me olhando de um canto que não pode ser visto.

O Cebolinha e o Cascão brincavam com ela chamando ela de gorducha e dentuça como sempre, mas o som parecia estranho e entrecortado.

Eu nunca vou ter certeza se foi realmente isso o que eu ouvi mas em um dos momentos em que o som se quebrou eu ouvi o cascão dizer sua puta a expressão que a Mônica fez não foi a mesma de sempre, ela parecia assustada e por trás do som da voz dela eu ouvi o choro de uma criança escondido na estática, o som parecia vir de trás de mim. Várias vezes eu olhei para as paredes ao redor apenas para encontra-las vazias.

Os traços do desenho pareciam diferentes e as vezes as cores não encaixavam nas linhas como sempre a mônica jogou o coelho no Cebolinha mas desta vez ele o apanhou no ar antes de ser atingido, o cebolinha tinha um olhar doente e febril que parecia desnatural em um personagem de desenho. Ele agarrou a cabeça do sansão e em um lento e pesado movimento ele a arrancou. Gotas de sangue pingaram do corte na altura do pescoço. o Coelho de pelúcia parecia me encarar com seus olhos mortos, a estática no fundo fazia parecer como se estivesse chovendo dentro da minha casa, a escuridão dos cômodos ao redor parecia querer invadir minha pequena sala.

Comecei a me sentir desconfortável com a janela nas minhas costas, a sala ficava no primeiro andar e como nos mudamos fazia pouco tempo ainda não tinham cortinas na janela.

Algo na expressão da Mônica parecia errado, ela tinha um desespero sufocante mas a voz da dubladora continuava amável como sempre, uma voz familiar, a não ser pelo choro persistente que se transformou em gritos. Mônica pegou uma pedra e acertou em cheio na cabeça do cebolinha.

O som foi um baque surdo, não parecia o som de um desenho animado.

A cabeça do Cebolinha se abriu em dois e dentro apareceu por uns instante carne e sangue humanos, esfreguei meus olhos sem ter certeza se o que eu tinha visto era real.

Cascão parecia horrorizado e tinham manchas de sangue em seu rosto, a imagem pulou e ficou cada vez pior. Por apenas alguns frames Cascão apareceu se banhando em sangue os braços abertos e os olhos fechados.

Mônica abriu um sorriso diabólico muito lentamente, seus olhos pareciam se mover de um jeito desnatural, em seguida apareceram Cebolinha e Cascão atirados no chão, com as cabeças abertas mostrando nervos e músculos, como uma foto de acidente sobreposta no desenho, por baixo ainda era possível ver o desenho o desenho original com o ketchup na cabeça, eu não me lembro de ter gritado mas lembro das lagrimas ofuscando minha visão, eu tentei me levantar e alcançar o controle remoto mas um grito emergiu da estática e apareceu uma imagem da Mônica com as órbitas dos olhos vazias, bem no centro da tela.Eu queria fechar os olhos mas não conseguia.

O episódio corta para uma tela preta, e aparecem Cebolinha, Cascão, Magali e Franjinha, olhando para mim, mas algo parece errado, era como olhar para um cadáver.

O Sansão apareceu novamente e gotas de sangue escorriam, o sangue parecia de verdade e o barulho da estática era ensurdecedor. A gota escorreu pelo seu pelo até a borda da TV e pingou no chão, nessa hora a luz apagou.

Eu fiquei imóvel no escuro durante o que pareceu ser uma eternidade. não me atrevi a mover um músculo até que eu ouvi meu pais chegando com o carro pelo portão da frente.

Não tive coragem de contar aos meus pai o que eu tinha visto.

Ficamos sem luz noite inteira, e no dia seguinte eu acordei com a minha mãe brigando comigo por causa da mancha vermelha no tapete.

Eu nunca mais esquecerei disso.



Tom e Jerry


Os trinta curtas de Tom e Jerry feitos pelo diretor Gene Deitch são pouco famosos pela qualidade pobre e natureza um tanto quanto perturbadora, exibindo sons mal acabados bem como animação e um sentimento mais realista quanto à violência. (....) Pediram a Deitch que fizesse mais episódios além dos trinta conhecidos pelo público, desesperado pra não perder o contrato, ele fez mais um curta que poucos assistiram.

O curta era chamado "Tom's basement" (Porão do Tom). Começava como sempre, na casa do Tom e Jerry. O dono do Tom era um cara gordo e brabo de outros curtas de Deitch. Seu dono parecia mais irritado que nas outras aparições que tivera. Sua primeira cena é ele pisando no rabo de Tom e ficando extremamente bravo por Tom estar dormindo na porta do porão.

O dono grita com Tom e manda que nunca vá lá embaixo, no porão. Tom fica extremamente assustado e corre pra outra sala. A câmera se mantém focada na sala perto do porão e vemos Jerry saindo de sua casinha. Parece meio grotesco, saindo um pouco do modelo de sempre.

Em seguida, Jerry faz com que Tom o siga até a porta do porão algumas vezes, pro Tom apanhar do dono. Típico e tudo mais. Cada vez que Tom ia lá, tomava uma porrada do dono. E cada vez os hematomas ficam mais "visíveis".Após 3 porradas, Tom está completamente machucado, sangrando em alguns lugares, sem falar de estar com uma perna quebrada.

Tom realmente implora a Jerry que pare de incomodar ele, chorando praticamente. E percebe-se isso pela linguagem corporal. Jerry apenas ri e empurra Tom em direção ao porão.

O dono percebe Tom lá embaixo e fica extremamente irritado. A câmera dá um close na cara do dono, que fica vermelha de irritação conforme ele grita com Tom de uma maneira extremamente alta. Jerry ataca o dono com uma faca, decidindo ajudar Tom finalmente.

Tom abre a porta do porão e eles carregam o corpo do dono até lá embaixo. Há dezenas de outros corpos lá embaixo. Tom e Jerry dão um aperto de mão e parece que triunfaram conforme derrotam o serial killer. Mas Jerry ganha um olhar mal no rosto e fala

"NÃO ACREDITE NISSO!"

Jerry ataca Tom uma última vez, aparentemente matando-o e atirando seu cadaver na pilha de corpos. O curta termina com Jerry colocando uma placa de "À VENDA" em frente ao jardim da casa.

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Falei creepypasta e ñ essas fan arts fofas de spring trap
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Falei creepypasta e ñ essas fan arts fofas de spring trap

Errei o tópico...

Era pra postar no do FNaF
Eliasbob
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Ok,mas alguém pode postar a creepy de clarencio o otimista? Apenas acho em espanhol e fico com preguiça "<
Eliasbob
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#1273
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Eliasbob a dit :
Ok,mas alguém pode postar a creepy de clarencio o otimista? Apenas acho em espanhol e fico com preguiça "<[/quote
#ops errei o botào errado

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Rab
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Clarêncio

Olá, me chamo Richard Winery, Provavelmente você não me conhece, sou um grande amigo dos criadores de Clarêncio o Otimista, eu ajudava nos episódios e nos estudios falei com a equipe falando que meu primo de apenas 9 anos fez uma animação de clarêncio o otimista e gravou num pendrive pedindo para que eles transformassem em um episódio,


Nós colocamos o pendrive e escolhemos a pequena animação , demorou um bocado para abrir apesar dos pcs terem boa memória, oque me assustou foi que continha 15 minutos de episódio, mais que o normal para uma animação, mas não liguei e vi, a abertura começou normalmente, só que com o desenho meio ruim já que era uma Fã-Animação.


O Nome do episódio era: Anti-Friend, traduzido: Anti-Amigo achamos estranhos um desenho inocente ter aquele nome, o episódio começava assim: Clarêncio , Jeff e Sumô estavam na sala de aula quando a professora com um visual diferente, sem óculos e loira diz que eles tem um novo amigo na sala, Clarêncio fica empolgado, Jeff também, mas sumô quando vê o garoto chamado de: Vinni notou ele meio estranho, ele usava um Chapéu de urso, roupas totalmente brancas com o simbolo: Hospicio, A Professora também estranhou mas os outros alunos idiotas nem ligaram,


Jeff e Clarêncio tentam fazer amizade com Vinni, ele reage de uma forma diferente. Tentando bater no clarêncio, mas logo depois disso eles se tornam amigos. a Cena cortou para Sumô, só que passou muito rápido , resolvemos passar frame por frame, aonde mostraria Sumô esfaqueando Clarêncio com roupa de hospicio também, e a animação simplismente acabou. os chefes ficaram desapontados comigos, mas não me demitiram , na hora da saída fui na casa do meu primo fui ao seu quarto e só tinha seu corpo esquartejado dizendo:


"Você é o próximo

By: Sumô, Vinni"

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Eliasbob
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Já vi esse
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Eliasbob a dit :
Já vi esse

só tem essa
Eliasbob
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#1277
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Então ... Posta alguns de steven universo
Rab
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Eliasbob a dit :
Então ... Posta alguns de steven universo

Steven Universo:O Verdadeiro quarto de Rose

Alguem aqui ja viu Steven Universo acho que A maioria ja viu e ve tbm.
Ja viram um episodio em que Steven fica com raiva por não conseguir ver o final De seu jogo por Culpa das Cristal Jeans,Ele fica com raiva e acaba abrindo uma porta para um Quarto sem querer,O quarto de Sua mãe (Rose) Vocês que ja viram devem ter visto que é um Episodio bastante Amedrontador,Ate que o quando o chão começa a se desfazer com um som meio estranho ele deseja voltar,como não citei acima o que ele pedia aparecia,Steven pede para voltar para as Cristal Jeans e Volta sim,e assim se é dado um termino ao episodio,Mas na verdade quando eu vi o Episodio eu tinha visto este sim primeiramente,Mas a noite antes de dormir estava passando esse episodio mas diferente estava na parte em que ele acabava de falar com seu pai e percebia algo estranho nele,depois quando ele corre ate "Sua Praia"ele ve a garota em que ele gosta,Acho que se chama Bonnie Acho,e ele começa a correr e o chão não vai se desfazendo como no episodio original,A partir dai eu ja havia Achado estranho,Pensei que tinha visto uma parte a menos do episodio mas ae chegou em uma Parte realmentre Estranha,o Steven começa a Andar e Vê Sangue no Chão,Quando vi aquilo eu fiquei perplexo e pensei,eles podem por isso em um Desenho Praticamente infantil e o porque do episodio não ser igual ao anterior,O Steven começa a tremer e a seguir a trilha de Sangue que estava no chão ate que descendo o Montinho ele escorrega no Sangue e cai quicando,A Bermuda dele e suas pernas estavam sujas de sangue e seus dedos tambem,Steven havia começado a chorar no chão de medo,e gritar os nomes das Cristal Jeans,Ate que aquele boneco amedrontador,Ou Fantasia sei la,De Batata que tem aquele sorriso amedontrador aparece com aquele sorriso encarando o Steven,Estando com um Garfo com sangue na Mão,Steven começa a gritar socorro chorando quando entra em uma casa que estava no meio do nada,ele fecha a porta e poe uma cadeira para bloquear,e senta no chão com os braços cruzados nas pernas,chorando e falando os nomes das Cristal Jeans,quando ele ve a mão de Amethista nos seus ombros e grita Amethista,e quando olha para seu rosto,estava todo queimado com batata e oleo e sangue emcobertando todo seu rosto o Steven grita -Socorro!!! E Começa a correr pela casa chorando,quando eu começo a ouvir a musica do final do desenho meio distorcida com os sons do Piano mais altos,Enquanto eu ouvia este som pertubador,ja com medo do que estava para aconteçer,Com esse som horrivel,e o Steven Correndo acaba abrindo a porta para uma sala onde estava uma panela grande acessa o Steven vê as outras Cristal Jeans sem Cabeças repletas de Sangue e com pregos nas mãos as deixando presas nas Paredes,Nessa hora o Som se distorce mais e mais e som do piano começa a almentar,eu estava perplexo e morrendo de medo do que estava vendo com meus olhos,derrepente o Steven coloca as mãos na Cabeça e começa a gritar altamente haaa,ate que o Cebola abre uma porta do lado da panela e começa a andar em direção ao Steven,o Steven sem nem conseguir falar tenta falar Cebola eu acho,Mas so saia de sua boca C C C os olhos do Steven estavam com uma expressão horrivel,Igual aquelas de alguns animes quando alguem morre ou faz algo horrivel e a pessoa fica com tal expressão no Rosto.
O Cebola vai andando ate o Steven com sua expressão seria,ele pega um garfo e o enfia no pescoço de Steven,o sangue começa a pingar no chão e da boca de Cebola sai um Sorriso amedrontador,Quando aquela fantasia de batata ou Boneco chega e pega o Steven e olha com aquele sorriso Capirotesco para o Steven e o coloca em seu ombro,a musica começa a ficar mais baixa,e apareçe tipo que a visão de Steven e ele vendo tudo começando a ficar branco lentamente e ele da uma olhada para cima e vê a cabeça de sua Mãe Rose,e Antes dele apagar ele ve o Sorriso Satanico amedrontador daquele boneco ou fantasia de Batata,e depois o Steven e jogado na Panela e o Cebola começa a cortar a barriga de Steven e Acaba o Episodio mostrando A Panela ficando Vermelha com o Sangue de Steven.

não reclama
so achei essa
Eliasbob
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#1279
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Okay então
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#1280
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Foi mal pela double
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